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O ovo da serpente: Arqueologia de uma perplexidade - rastros e vestígios de como se sedimentou uma sociedade redicalizada

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Por: Eliana Rezende Bethancourt   Como historiadora, sempre tive dificuldade em analisar acontecimentos ainda quentes. Prefiro a passagem do tempo. Não porque ela apazigue os acontecimentos ou lhes retire a urgência, mas porque permite observar como se encadeiam, como determinados sedimentos se depositam sobre outros e, pouco a pouco, formam camadas, espessuras e texturas que o presente, envolto em sua própria névoa, dificilmente deixa perceber. A inquietação, no entanto, nasce quase sempre no presente. Alguma coisa incomoda, perturba, parece fora do lugar e nos obriga a perguntar como chegamos até ali. É então que o historiador começa a escavar. Volta aos vestígios, compara, lê, relê, aproxima acontecimentos que pareciam dispersos, procura continuidades, reconhece rupturas. O passado fornece a matéria-prima: a interpretação procura construir alguma inteligibilidade para aquilo que, enquanto acontece, muitas vezes se apresenta apenas como névoa e opacidade. Minha inquietação agora...

Profissionais na maturidade como ativo organizacional - Post Scripton

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  Por: Eliana Rezende Bethancourt    ❦ Post Scriptum (2026) Transcorridos os anos, volto a este texto e encontro nele uma espécie de continuação de uma pergunta que eu já vinha fazendo antes. Em Profissionais na maturidade como ativo organizacional , interessava-me compreender o que a experiência acumulada poderia representar para as organizações. Em Juniorização e perda de Capital Intelectual nas Organizações , a pergunta ganhou outra direção: o que acontece quando uma organização decide prescindir dessa experiência? Juniorização nunca significou, para mim, a presença de jovens no mundo do trabalho. Seria absurdo transformar gerações em antagonistas ou supor que idade corresponda automaticamente a conhecimento, competência ou capacidade de inovação. Organizações precisam de profissionais em diferentes momentos de suas trajetórias, trazendo repertórios, formações, perguntas e modos distintos de perceber os problemas. O equívoco começa quando renovação deixa de significa...