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MEUS SINCEROS VOTOS... PARA 2021...

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Por: Eliana Rezende Bethancourt Que no Brasil consigamos entender o que seja civilidade. Sejamos razoáveis e solidários. Encerro o ano exaurida de olhar à volta e chegar a pensar que a humanidade é um projeto que ainda não deu certo. 2021 não será um ano fácil: desemprego, recessão, morte em escalada, vírus ainda circulando, falência do sistema fiscal e baixeza do homem que usa faixa presidencial e ingerência e irresponsabilidade de TODAS as ordens. Por isso, desejo que busquemos formas de resistência. Desejo a todos saúde e responsabilidade em todos os seus atos. E que 2021 seja um ano para cura do corpo, da mente e da alma... Pena que para ignorância, terraplanismo e estupidez não há. Sorte para nós. 

Afinal, você tem uma Carreira ou uma Profissão?

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Por:  Eliana Rezende Bethancourt   Uma pergunta simples: "você tem uma carreira ou uma profissão?" A pergunta tão simples de ser feita encontrará por parte de muitos alguma dificuldade em relação as duas coisas.  Alguns poderão achar que se trata da mesma coisa. Afinal, estudei e me formei em algo e trabalho com isso. Mas em verdade, existe uma distância imensa entre uma coisa e outra. Olhar para sua trajetória e perceber qual é a sua situação será muito importante para determinar seu grau de satisfação e sucesso pessoal.  Nos últimos tempos, em especial no período da pandemia e pós-pandemia tenho notado um grande afluxo de pessoas se inscrevendo no LinkdIn. Algumas extremamente ansiosas, outras chegando ao grau de desespero. Mas em muitos casos chegam a este ponto por não entenderem de fato o que desejam para as suas existências.  Vejamos:   Se utilizarmos um dicionário e buscarmos a raiz da palavra "profissão" teremos o sentido daquilo que você profe...

Não aguento mais lives!

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Por: Eliana Rezende Bethancourt Uma constatação que chego ao fim de apenas 10 dias de confinamento é que definitivamente NÃO AGUENTO MAIS  tantas lives! A cada momento presos em nossos confinamentos e tendo a maioria do planeta como janelas, ou o seus apartamentos ou seus celulares e computadores saltam em nossas telas alguém gritando que está fazendo uma live.  Nunca se gravou tanto, falou tanto em tempo real.  Ao ver esta angustia por ser ouvido me pergunto sobre os porquês desta escolha. Sei que não falo como maioria. Mas simplesmente detesto vídeos, produzidos aos borbotões sobre tudo: de gotas de água em câmaras de super resolução à pescas de baleias e vida de insetos, de alguém que acha que sabe cantar ou falar, ou de um acidente na via expressa ou algum vídeo engraçadinho para circular em redes ou whastapp. Mas infelizmente não se pára por aí. Há também as lives! E de fato há uma avalanche delas e para todos os gostos e costumes. A maioria repeti...

Um feudo chamado internet

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Por: Eliana Rezende E não é que passadas pouquíssimas décadas encontramos a internet no que poderíamos chamar de feudo. Muros fecharam-se ao seu redor, e ao contrário de um ideal conectado, globalizado, diversificado e livre temos exatamente o seu contrário! Basta olhar em volta e perceber como cada um dos grandes da web criaram seus nichos de modo a excluir e hierarquizar. Algoritmos são invocados como as ferramentas não subjetivas para indicar aproximações e distanciamentos. Basta uma simples olhada no que o Facebook anda aprontando... Não é segredo para ninguém que seu foco são cifras. Mas Zuckerberg parece estar indo longe demais, e como um grande imperador quer o poder de forma ampla total e irrestrita. Exerce sua tirania consentida contra todos os seus  'súditos', e que no geral, são cegos, surdos e mudos quanto ao que acontece à sua volta. A maioria nem pára para pensar que produz gratuitamente conteúdos para serem usados como forma de caça likes e com isso ...

A casa que habito

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Por: Eliana Rezende Por muitos anos, e para alguns, o empreendimento de uma vida é ter um lugar físico que possa denominar de seu: é aquele pedaço de chão, aquele conjunto de blocos, pedras, concreto e cores, que juntos configuram o espaço denominado de: "casa". Mas, caminhando pela vida e pela existência, percebo que há moradas que fazem muito mais sentido e que nos dão o valor exato deste "habitar". A "casa" toma assim um sentido figurado e pode ser metáfora do espirito que temos e carregamos como nosso. O espirito que nos habita possui todas as características que são fundamentais para manter nossa existência. Se bem fundado é forte: suporta intempéries, dificuldades, desastres, catástrofes. É lugar de quietude quando tudo à volta parece vociferar e bradar. É ponto de luz quando tudo parece sucumbir à escuridão e penumbra. É lugar de paz quando tudo parece uma interminável batalha. Mas, afinal, muitos não se apercebem que este lugar tão...

Leve sua alma para passear: dê-se tempo!

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Por: Eliana Rezende O tempo é sempre a grande preocupação de tudo e de todos. Sempre temos a sensação de que nos escapa por entre os dedos, e por mais que aparentemente vivamos, menos nos sobra dele. O tempo, logo se constata, não pode ser simplesmente medido por ponteiros e horas que insistem em correr através dos dias e anos em que nossa vida parece fatiada, retalhada, esmiuçada. Como dar aos nossos dias tempo? Como fazer com que, de tantos minutos infinitos, tenhamos de fato vida vivida e não tempo perdido, consumido, desperdiçado? Fico aqui pensando que o melhor que podemos fazer, aos nossos corridos dias, é dar tempo e vida às nossas existências levando nossa alma para passear. Mas como se passeia com a alma? Como fazer isso se muitas vezes o corpo está aprisionado em congestionamentos, transportes, baias de trabalho, ou num sem número de compromissos?! Dar descanso e passeio a alma pode significar destinar-nos tempo para coisas simples que dão a mente a possibilid...

Quando as Palavras Secam

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Por: Eliana Rezende Há momentos em que as palavras adormecem. Calam-se, não conseguem dar as mãos para formar uma ciranda de sentidos, sentimentos, argumentos, convicções, ideias, utopias. Seu silêncio faz-se tão alto que torna-se ensurdecedor e nos põe diante de nossa total incapacidade de com elas travar combate. Fortes e destemidas as palavras nos auxiliam a pôr em trânsito nossas ideias e sentimentos mais profundos. São ferramentas que materializam o subjetivo que nos habita. São tijolos que constroem: de pensamentos a projetos, de sentimentos a desencantos. Colocadas lado à lado e numa ciranda perfeita podem estimular e aglutinar pares, atrair sentimentos similares, fortalecer combalidos, dar esperança a desesperançados. Mas quando elas parecem secar é como um deserto que nos toma. Nele apenas o desconforto das temperaturas, os ventos que mudam tudo de lugar e que possuem poderes de movimentar montanhas inteiras, soterrando e sufocando tudo o que está em seu caminho. ...

O carcereiro de nossas almas

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Por: Eliana Rezende As masmorras de nossas existências possuem muitas divisões: servem para aprisionar, enquadrar e muitas vezes sufocar o que de mais livre possa nos habitar. Como qualquer fortaleza possui paredes grossas que limitam o que entra e o que sai. Limitam espaços, circulação. Servem para dar a impressão de que tudo está seguro e imutável. Mas toda esta infra-estrutura precisa de bons carcereiros. Eles que garantem que o aprisionamento se efetive. Que nada escape, e que a sobrevivência seja garantida pelo tempo com o mínimo possível. Mínimo de investimentos, de pensamentos, de tentativas de fuga...resistência. Lá dentro o prisioneiro perde a noção do tempo, das horas, das estações. Simplesmente deixa-se ficar! E talvez seja neste ponto que o mais cruel se dá: carcereiros de nós mesmos mantemos nosso espírito ali, aprisionado, para que não fuja, para que não saia do controle de nossas masmorras de medos, conveniências, covardias, inseguranças, justificativas. Quanto ...

Quando a ficção vem pra rua...

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Por: Eliana Rezende É assim mesmo que nos sentimos quando lutamos contra o fascismo, o obscurantismo? Perdoem-me todos, mas nunca havia lutado contra um fascista de verdade. Em geral, achava que habitavam as ficções e os livros de história. Considerava que sua periculosidade era componente apenas de minha imaginação. Posteriormente os conheci através de relatos de depoimentos colhidos na área de História Oral sobre os movimentos sociais ligados à Igreja Católica e que resistiam aos anos de chumbo no Brasil (o trabalho desenvolvido possui um acervo riquíssimo que pode ser consultado na CEDIC/PUC-SP). As vozes ali ganhavam tons, entonação, lágrimas e sofrimento. Foram se desvendando para mim e fui descobrindo que a vida real os trazia em toda a sua truculência e perversidade contra os diferentes. Eram perseguidos, presos, violados e violentados de todas as formas e maneiras, sob acusações vis e mentirosas. O seu principal crime? Não concordar com a Ditadura e a perda de direitos...