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Será mesmo que você escolhe?

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Me incomodo quando vejo imensas, e diversas, campanhas publicitárias que no fundo são sempre mais do mesmo. Elas procuram de todas as maneiras vender-lhe a ideia de que você está escolhendo, o que me parece tão sem sentido! Explico: Escolher, por exemplo, um carro entre as cores metálicas (em geral prata), branco, preto ou vermelho? Isso é escolher? Experimente fazer o exercício de olhar um congestionamento qualquer e verá sempre os mesmos carros (uma ou outra alteração aqui e ali; às vezes uma lanterna, outras uma frente mais ou menos arredondada, mas é só), um amálgama, sempre das mesmas monótonas cores primárias trafegando comprimidamente entre seus 5 lugares. Mesmo por dentro tudo é disposto sempre da mesma forma e maneira. Motores isso ou aquilo, para quê? Se todos conseguem desenvolver apenas aqueles míseros 20 km/hr nas ruas e avenidas de trânsitos congestionados das grandes cidades? Observe o mais novo celular que você puder encontrar. Temos os mesmos botões e posiç...

Dia de Festa: O “Pensados a Tinta” está fazendo seu 2º Aniversário

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Por: Eliana Rezende E as páginas do calendário caíram e de novo estamos começando um novo ano e o “Pensados a Tinta” completando seu 2º aniversário. Passou depressa e depois de ter dados seus primeiros passos, hoje está integrado à minha vida e talvez à vida de tantos leitores. Chegamos a 12 de Janeiro de 2016 com mais de 85.500 leitores: interlocutores que estimulam minhas inquietações e vontades. Que prazer poder ter tintas suficientes para trocar ideias, pensamentos, reflexões! A todos os que me acompanham, dou aqui meu muito obrigad@. Sem vocês seria muito difícil ter inspiração, motivação e vontade para a escrita. O Pensados a Tinta vem sendo uma forma deliciosa de expressão e comunicação com a qual aprendi a me relacionar e brincar com palavras e arquiteturas de ideias. Após escrito, cada post emancipa-se de suas tintas e ganha vida e autonomia. Deixa de me pertencer. Ganha sentidos diversos de acordo como cada leitor encadeia sua leitura e seus pensamentos....

Ceda Lugar ao Novo!

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 Por: Eliana Rezende Em uma sociedade onde consumir é a regra, ter e ostentar seja o natural, parece estranho falar em ceder espaço. Proponho substituir a tão batida palavra desapego, por ceder espaço. A palavra desapego teria um significado muito interessante, mas de tão usada e repetida parou de ter o sentido que se esperaria dela. Como tantas outras palavras, perdeu valor por ser moeda fácil e de quase nenhuma aplicação. Ceder espaço, neste sentido, dá ao desapego o sentido mais essencial de seu significado original. Ao falar em ceder espaço, parto de uma constatação muito simples: as pessoas em geral distraem-se muito com o ter e esquecem-se do ser. E explico porque considero o ter uma tremenda perda de energias: " O que temos não podemos levar a todas às partes, já o que somos vai conosco pela vida, pelo tempo e espaço. Por isso sempre é bom arranjar meios para simplesmente ser ".  (Eliana Rezende) Os entulhos espirituais, emocionais ou materiais ...

Natal sem trenó: o Eduardo Cunha manobrou!

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Por: Eliana Rezende Deu em todos os noticiários* e na Lapônia estão todos muito preocupados. Afinal, após séculos o Papai Noel não poderá distribuir presentes no Natal? Eduardo Cunha buscando aumentar sua influência e com o apoio de muitas lideranças vem realizando seguidas manobras contra o que considera um perigo comunista. Desta vez, conseguiu realizar manobras e tirou de Papai Noel seu trenó. Teve como ajuda a participação de um tal juiz, que acusa Papai Noel de usar recursos recebidos de partidos vermelhos para fabricar brinquedos e depois distribuir. Isso segundo sua linha de investigação é Comunismo! Só mesmo com prisão preventiva. Foram também afastadas de suas funções, e de novo por manobras de Cunha e suspeitas do tal Juiz as renas. Trazem indícios fortíssimos de serviço prestado às esquerdas, já que até nariz vermelho possuem! E de quebra as roupas de Papai Noel também foram confiscadas. Como um homem pode andar por aí todo vestido de vermelho?! Comunista e bar...

Geração digital não sabe pesquisar? - Parte II

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Por: Eliana Rezende Em outro post iniciei uma reflexão sobre as dificuldades que jovens, e mesmo adultos, tem tido para realizar suas pesquisas. Em muitos casos esta dificuldade se dá pelo excesso de informação acessível, e em outros se dá pelo simples fato de que há uma preguiça e acomodamento intelectual em relação ao que se pesquisa. Toda pesquisa é uma tentativa de encontrar uma resposta a um questionamento. Concluo que, em boa parte das vezes alguns não sabem o que perguntar. Não saber a pergunta adequada inviabiliza à partida o princípio do que quer que seja. Por outro lado, o questionamento que leva à uma reflexão precisa ser crítico. Esta crítica que move questionamentos deve ser construtiva e problematizada. Boas perguntas com certeza gerarão problematização e maior verticalidade no que se aborda. É importante ter claro que, até quando se pergunta, é preciso ter profundidade. Saber ir no ponto mais fulcral. Reforço que a qualidade das respostas depende exclus...

Geração Digital não sabe pesquisar? - Parte I

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Por: Eliana Rezende Um estudo recente , revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. E o pior: este déficit não atinge apenas os mais jovens. Mesmo os mais velhos e adultos estão cometendo este erro. De fato nossa sociedade vem se caracterizando por um déficit de atenção atroz em diferentes segmentos (digo aqui em aspectos pessoais, profissionais e muitas vezes acadêmicos). As pessoas definitivamente estão se condicionando a simples 140 caracteres e a urgência e leituras em diagonal fazem a vida de muitos. A verticalidade e profundidade deixa de ser vista como sinônimo de consistência para ser considerada redundante e repetitiva. Há também um problema clássico, e este vem de anos: as pessoas em geral buscam fórmulas rápidas e soluções imediatas, sem o uso da crítica. A crítica neste sentido não tem que ver com gostar ou desgostar, tem que ver com questionar sobre pro...

A Boa Morte é a Arte de saber Viver

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive)  Sempre penso em palavras que representam tabus. Morte parece-me uma delas. As pessoas fogem de dize-la, de senti-la ou pressenti-la, considerando-a como de mau agouro. E mesmo em face de circunstâncias onde ela se impõe, quer a si próprio, quer a um ente querido, é sempre envolta em névoas de medos e superstições. Não consigo crer que deva ser assim. Afinal, morrer é tão parte do viver que está na outra ponta de nossa existência. Passar pela vida significa aceitar entre outras coisas nossa finitude e que um dia não estaremos mais presentes. Em verdade, não consigo achar problema algum nisso! Vejo que mais do que fugir da morte, pessoal ou alheia, devemos ter-lhe reverência. Ela encerra um ciclo de existência e por si só é um rito de passagem. E como todos os ritos humanos deve ser reverenciado e acolhido como parte. Experienciei a morte ...

Sua vida cabe numa timeline?

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Esta tem sido, na última década, a pergunta que milhões tentam responder. Uma pergunta simples que possibilita alimentar compartilhamentos e publicidades de si por meio da rede mundial mais conhecida e utilizada no planeta, o Facebook. Em geral o mundo de eterna felicidade, sucessos e realizações em rede pode trazer atrás de si outras verdades. Viver online, compartilhar e curtir pode ser muito mais simples do que viver o dia a dia trocando o olho no olho e suportando as diferentes dificuldades, sem desconectar-se ou com status de invisível. A vida real tem muito menos ' likes ', risos, caras e bocas, frases, causas, militâncias ou animais de estimação! Em verdade o mundo não mudou tanto! Ainda escolhemos onde passamos boa parte de nossas vidas, para onde viajamos e com quem nos relacionamos,  comunicamos e como nos movemos. O que ocorreu fo...