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Mostrando postagens de fevereiro, 2014

O Carnaval como metáfora

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Por: Eliana Rezende Há muitos detalhes que são muito peculiares e que fazem com que uma escola de samba possa ser considerada um sucesso do ponto de vista organizacional. Quando pensei no argumento para o post imaginei que em geral as pessoas concentram-se naquele discurso "do contra" e em quanto ela desrespeita nosso país....mas há tanto o que aprender dentro de um barracão! Tanto a aprender sobre liderança, comando, objetivos, espírito de equipe, motivação, alegria na realização de um trabalho bem feito. Ou seja, se tomarmos o Carnaval como uma metáfora do mundo corporativo muito poderemos aprender e assimilar. Ali estão engrenagens de sucesso que fazem alegorias imensas andar! Para além de tudo, o Carnaval é uma expressão máxima de riqueza cultural, histórica e de patrimônio nacional. Revela conhecimentos artísticos e de conteúdo, com refinadas pitadas de teor crítico da sociedade que nos rodeia, por meio dos códigos visuais e audiovisuais associados a todo o co...

Chá Preto

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Por: Eliana Rezende Os amores e os afectos são como as bebidas quentes. Estas, devem ser deglutidas delicada e vagarosamente... sempre quentes, em chávenas igualmente delicadas, finas, brancas, de porcelana ou quem sabe, nas que são espessas,  coloridas, de bordas grossas e encorpadas. São excelentes nos dias frios porque aquecem todo o corpo. Dão a sensação de bem-estar, conforto, calor e “preenchem” sem pesar. Alimentam e em muitos casos revigoram e acalmam corpos cansados. Oferecem aroma aos sentidos e sabor ao paladar. E ainda há mais: com diferentes tons oferecem cores aos olhos e enchem-lhe de matizes cinzentas, rosadas, douradas, verdes e  prateadas . Tons do belo outono que preenchem de forma líquida espaços delicados. Se tomadas próximo ao fogo parecem tornar-se próprias à reflexão e contemplação: levam nossos olhos, janelas da nossa alma, para a percepção das chamas que ardem, que crepitam no calor e nos fazem pensar no poder transformador de uma chama. S...

Qual o perfil do Gestor de Conhecimento?

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Por: Eliana Rezende Gosto sempre de incentivar as pessoas interdisciplinarmente. Não creio num mundo compartimentado, creio num mundo que integre vários modos de pensar! É este novo mundo que se descortina para nós. Buscar conexões possíveis entre áreas e manter o espírito aberto para dialogar é o que nos deve manter. Sempre digo que nesta seara falo não como uma especialista, mas antes de tudo, como uma observadora. Eu própria tenho minhas reservas até mesmo em relação ao termo "Gestão do Conhecimento", e acho que prefiro a expressão “Gestão em Conhecimento”. Mas abstraindo-me de tudo isso lancei a discussão por crer que toca a todos sem distinção, direta ou perpendicularmente. Escrito por: Eliana Rezende - Curitiba, Fevereiro/2014 Sou uma humanista. Apenas e tão somente... por isto, tantos temas e inquietações. A possibilidade de aprender com outros e dividir prismas é o meu objetivo. E num tema como este não poderia ter outro olhar. Percebo como necessá...

Magia encadernada

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Por: Eliana Rezende Você imagina o que acontece quando todas as luzes se apagam e a noite cai dentro de uma livraria? O diretor de arte Sean Ohlenkamp tentou descobrir: passou quatro noites em claro  na livraria Type, localizada em Toronto. Quer saber o que descobriu? Grandes e inusitadas movimentações! Assim, brincando com as posições dos objetos, suas formas, cores, texturas surgiu o stop-motion The Joy of Book.  Uma animação onde o espaço enche-se de magia e diversão. Assista o vídeo (que acabou se transformando em viral) que povoa a mente e a imaginação de muita gente. Chegou sua vez! Todo esse incentivo para que a animação fosse vista foi apenas um pretexto para falar sobre nossa relação com livros, livrarias, bibliotecas e afins. A ideia foi estimular os sentidos: às vezes é tão simples! Se pensarmos, uma livraria tem essa vida quando a noite cai. São sob as luzes da noite que inventários se fazem, que livros são dispostos em prateleiras e em mesas de...

Criatividade e escola: caminhos incompatíveis?!

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Por: Eliana Rezende É interessante pensar que criatividade e escola pareçam estar em lados opostos, em caminhos que não se conectam. Enquanto nas escolas há um programa, horários, um modo às vezes rígido de avaliações, notas e desempenhos, currículos, a criatividade deve ser livre, libertária, sem regras rígidas onde o criador é muito mais movido por seu espírito inquieto, inquiridor, curioso e absolutamente livre. Sem horários, deveres e obrigações os resultados são realizações para gerar satisfação, superação. Na Escola espera-se que o professor seja o guia, aquele que orienta. Na criatividade é o universo invisível da mente e do espírito criativo que encaminham as grandes criações. Em geral as escolas pensam como em uma linha de produção em série, enquanto na criatividade ser ímpar e único seja uma condição de maiores possibilidades de genialidades. Haja visto até a disposição das salas e de carteiras! Ou até os uniformes. Um mundo de hierarquias e uniformização... t...

KODAK: uma história de derrocada ou de longevidade?

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Por: Eliana Rezende Era 19 de Janeiro de 2012. A então centenária companhia fotográfica Eastman Kodak, de 135 anos de existência, por meio de um comunicado oficial anunciava: "A companhia e suas subsidiárias nos EUA entram com pedido voluntário de 'proteção' ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos". Pioneira dos processos fotográficos a Kodak que tinha sede em Rochester (Nova York) entrava com pedido de concordata. “Você aperta o botão e nós fazemos o resto.” Esse era o slogan daquela que foi a mais importante fábrica de câmeras e filmes do mundo até seu pedido de concordata. A Kodak, criada por George Eastman em 1888, foi a primeira a apostar na popularização da fotografia por meio de um modelo de câmara portátil.  Diante de tal acontecimento, a pergunta por todo o mundo e em todos os meios empresariais era: Faltou à KODAK visão de futuro? A pergunta era e é tão instigadora! Explico:  Como uma historiadora, especialista em prese...

Uso de tecnologias como política de preservação de patrimônio cultural - documental

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Por: Eliana Rezende Em outro post esclareci o que a Gestão Documental pode representar para as instituições do ponto de vista de racionalidade administrativa. Nessa oportunidade, estaremos tratando do valor de políticas de preservação de patrimônio cultural-documental  de acervos históricos dentro das instituições e de que forma são importantes como meio de garantir que informações contidas em documentos de diferentes suportes tenham asseguradas sua permanência através do tempo, para beneficio da pesquisa, cultura e inovação. Com esta responsabilidade e preocupação é que as diferentes tecnologias disponíveis no mercado têm se transformado em coadjuvantes num trabalho que possui duas frentes: de um lado, a disponibilização de informação de qualidade em tempo reduzido ao mesmo tempo em que possibilita que políticas de preservação e conservação se efetivem. A noção de patrimônio é interessante quando pensamos a massa documental existente no interior das instituições....

De cidades e Calvino

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Por: Eliana Rezende Os amigos próximos sabem do meu fascínio por cidades e por isso, vez por outra você terá referências de cidades, arquitetura e design.  A proposta aqui é aliar todos os interesses acima com um passeio ficcional por imagens escritas e pintadas de cidades e personagens inusitados.  Serão duas trilhas que te levarão por diferentes construções imagéticas, arquitetônicas e visões de mundo de cidades.  Labirintos de possibilidades do olhar.   City #8: Vaddooi (David F) : uma cidade autossustentável A licença para abordar dessa maneira cidades vem de um italiano que nasceu em 1923.  Ítalo Calvino é o seu nome. Seu argumento não poderia ser mais inusitado: o que contaria um mercador veneziano, o mais famoso de todos, a um imperador tártaro? Estamos falando de Marco Polo e suas descrições de cidades e aventuras do império mongol a  Kublai Khan, estimada em torno do século XII. As descrições arquetípicas dão-nos vistas de...