Trincheira das palavras
Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com: Music Player for Google Drive) Desafiam, instigam, maquiam... e, em tempos contemporâneos, provocam verdadeiras plásticas em sentidos e objetivos. Palavras que carregavam seu sentido e essência veem-se alteradas e modificadas em uma forma de sequestro de significados, uma assepsia acéfala. A provocação aqui está em exatamente mostrar o quanto foram extirpados dos nossos dicionários termos como velhice, morte ou afins. O quanto se domestica aquilo que é natural e que de fato fecha um ciclo do que integra a existência. Defendo o uso de tais palavras, livre de trincheiras, plásticas, maquiagens! Quero tudo aquilo que faz parte da vida e entre elas estão às marcas que o tempo me fez (quer na face, quer na alma), a experiência acumulada pela velhice dos meus anos e porque não dizer que quero a Boa Morte... no sentido da dignidade do encontro com um fim? Que tenha dignidade...