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Mostrando postagens com o rótulo tecnologia

O desafio das Soluções na Era da Informação

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Por: Eliana Rezende Bethancourt É muito interessante a relação que estabelecemos com texto, ideias e fundamentações no decorrer do tempo Quando escrevi este texto, em 2016, a Inteligência Artificial ainda não fazia parte do nosso cotidiano. As conversas giravam em torno de softwares, ferramentas tecnológicas e sistemas de informação. Ainda assim, a inquietação que deu origem a estas reflexões continua exatamente a mesma. Afinal, o que diferencia uma ferramenta de uma solução? Relendo estas páginas dez anos depois, percebo que muitos exemplos pertencem ao seu tempo, mas a questão central permanece surpreendentemente atual. Talvez até mais urgente. Nunca se falou tanto em soluções prontas, plataformas inteligentes ou tecnologias capazes de resolver problemas complexos. E, no entanto, continuo convencida de que nenhuma ferramenta — por mais sofisticada que seja — substitui método, compreensão do contexto e a construção paciente de soluções adequadas a cada realidade. Optei por preserva...

Por que Ferramentas de GED não são Gestão Documental?

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  Por: Eliana Rezende  Bethancourt     ❦ Post Scriptum (2026) Quando escrevi este texto, em 2016, meu principal objetivo era desfazer um equívoco conceitual bastante recorrente: a crença de que uma ferramenta de GED pudesse, por si só, substituir a Gestão Documental. Passados dez anos, chama atenção perceber que a questão permanece atual. Apenas mudaram os nomes das tecnologias. Naquela época discutíamos sistemas de GED/ECM, digitalização e automação de fluxos documentais. Hoje as atenções voltam-se para Inteligência Artificial, agentes autônomos, classificação automática, extração de dados e outras soluções que prometem transformar a gestão dos documentos. Entretanto, o equívoco continua essencialmente o mesmo. Ferramentas evoluem. Métodos permanecem indispensáveis. Nenhuma tecnologia organiza documentos sozinha. Nenhuma ferramenta elabora políticas documentais, define critérios de classificação, estabelece temporalidades, produz governança, interpreta contextos i...

Algorítmos como grilhões para Conhecimento e Inovação

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Por: Eliana Rezende Há tempos venho pensando, e com certo incômodo que a  partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu e tornou-se um limitador. A partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu. Observe: Todas as vezes que realizamos uma busca, qualquer que seja, imediatamente algoritmos começam a selecionar quais as respostas que são as nossas preferidas, e dia-a-dia, pesquisa após pesquisa começam a aprender sobre nosso perfil, nossos gostos e desgostos. Isso por si só não seria o problema. O problema piora logo a seguir, pois para haver uma customização de nossos gostos e preferências, quase sempre somos levados aos mesmos lugares e quase que invariavelmente, às mesmas velhas respostas. É a famosa existência dentro de uma bolha. Quase sem notarmos estaremos fornec...

A vida wi-fi de seres desconectados

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Por: Eliana Rezende Estranho pensar como uma civilização inteira tão conectada, ligada, plugada em cabos, fios, redes, plataformas e todo tipo de brinquedos tecnológicos pode ao mesmo tempo, e de forma quase que automática, estar completamente desconectada da vida à sua volta.  Um estado de distopia parece se avolumar e alcançar todos: não importa idade, gênero, posição social e até grau de instrução. A vida, em especial aquela vivida em grandes centros urbanos parece reduzir as pessoas a autômatos que respondem e movem-se num aglomerado de poluição e engrenagens mecânicas, metálicas, por entre concretos, por cima de asfaltos entre espelhos e vidraças. Dentro de veículos individuais ou públicos, indivíduos perfilam-se e seguem suas rotinas tendo nos ouvidos um fone, nas mãos um teclado, e alheios a tudo e todos seguem suas rotinas de congestionamentos físicos e mentais, feitos por veículos, vidas e até ausências. O único congestionamento não permitido é o de pensam...

Viagem Pitoresca ao Brasil, de Debret

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Por: Eliana Rezende           & Lionel Bethancourt História pode também ser escrita por imagens, e livros nem sempre precisam de palavras dispostas umas após outras para compor um enredo. Este é o caso do livro "Viagem Pitoresca ao Brasil”, uma obra de Jean Baptiste Debret. Imagens que povoam nosso imaginário, que são nossas velhas conhecidas desde os tempos de escola e que olhadas séculos depois nos mostram tanto! Caso não conheça, ou não se lembre, clique aqui para (re)ver/lembrar/conhecer. Vendedores de palmito e de samburás , 1834-1839 - de Jean-Baptiste Debret (França, 1768-1848) Gravura baseada em aquarela, original c. 1825 A beleza e precisão dos traços de Debret são fantásticos e nos fazem pensar sobre o quanto hoje em dia as mãos e as possibilidades que estas tem de traçar e desenhar se afastam disso e aproximam-se de teclados, Ipads e mouses.... Será que estaríamos desaprendendo? Bem, não sejamos tão radicais. Desaprendendo talvez ...

Será mesmo que você escolhe?

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Me incomodo quando vejo imensas, e diversas, campanhas publicitárias que no fundo são sempre mais do mesmo. Elas procuram de todas as maneiras vender-lhe a ideia de que você está escolhendo, o que me parece tão sem sentido! Explico: Escolher, por exemplo, um carro entre as cores metálicas (em geral prata), branco, preto ou vermelho? Isso é escolher? Experimente fazer o exercício de olhar um congestionamento qualquer e verá sempre os mesmos carros (uma ou outra alteração aqui e ali; às vezes uma lanterna, outras uma frente mais ou menos arredondada, mas é só), um amálgama, sempre das mesmas monótonas cores primárias trafegando comprimidamente entre seus 5 lugares. Mesmo por dentro tudo é disposto sempre da mesma forma e maneira. Motores isso ou aquilo, para quê? Se todos conseguem desenvolver apenas aqueles míseros 20 km/hr nas ruas e avenidas de trânsitos congestionados das grandes cidades? Observe o mais novo celular que você puder encontrar. Temos os mesmos botões e posiç...

Geração Digital não sabe pesquisar? - Parte I

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Por: Eliana Rezende Um estudo recente , revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. E o pior: este déficit não atinge apenas os mais jovens. Mesmo os mais velhos e adultos estão cometendo este erro. De fato nossa sociedade vem se caracterizando por um déficit de atenção atroz em diferentes segmentos (digo aqui em aspectos pessoais, profissionais e muitas vezes acadêmicos). As pessoas definitivamente estão se condicionando a simples 140 caracteres e a urgência e leituras em diagonal fazem a vida de muitos. A verticalidade e profundidade deixa de ser vista como sinônimo de consistência para ser considerada redundante e repetitiva. Há também um problema clássico, e este vem de anos: as pessoas em geral buscam fórmulas rápidas e soluções imediatas, sem o uso da crítica. A crítica neste sentido não tem que ver com gostar ou desgostar, tem que ver com questionar sobre pro...