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Mostrando postagens com o rótulo Leitor

Mídia hegemônica e seu séquito de midiotas

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Por: Eliana Rezende O século XXI inicia-se sob a égide da tecnologia e do acesso à Informação. Moeda social de fácil circulação, a informação abunda em diferentes meios e suportes. Partilhada, compartilhada, inventada, emendada, negociada é exposta como sendo "direito" de todos. Em sua origem, seria algo muito interessante. Mas infelizmente o acesso irrestrito e em profusão de informação longe de representar um ativo, é em muitos casos um passivo de difícil gerência. Um simples zapping nos canais de noticias (incluem-se aí: rádios, TVs e mesmo portais informativos), para alguns, nos fará notar um único diagnóstico: a imprensa vem sofrendo do que poderiamos chamar de crise de inteligência. A forma como tudo é apresentado: simplista e maniqueistamente nos faz pensar sobre, afinal qual seria o papel do jornalista de carreira. Em sua maioria vemos uma rasa superficialidade, onde a ausência de uma reflexão ou aprofundamento de um fato simplesmente não existem. A ob...

Leitura para os sentidos

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Não é de hoje que digo que a leitura é daquelas ações que realizamos e que nos dão a possibilidade de exercitar nossos sentidos. As palavras impressas tem o poder de nos fazer estimular todo um conjunto de sensações: desde passar as mãos por um livro, até sentir o cheiro das folhas (novas ou velhas) e sua mistura com reminiscências e lembranças despertadas pela leitura. Lemos também com nossa imaginação. A História, que é para mim paixão e vocação, entrou pela minha vida através da magia da Leitura. A curiosidade infantil acrescida de uma imaginação feroz me fazia boa ouvinte de histórias lidas e contadas pela minha mãe. De origem protestante, as histórias vinham sempre dos escritos sagrados e revelava um mundo feito de deuses, heróis, guerras e forças da natureza! Este mundo surgia através das páginas escritas como sendo da vontade de um Criado...

Dia de Festa: 1º Aniversário do "Pensados a Tinta"!

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Olha só como o tempo passa! O Pensados a Tinta faz hoje, dia 12 de Janeiro de 2015 seu primeiro aniversário. Há muito o que comemorar com todos vocês, leitores atentos e assíduos, que fazem com que esta experiência do Blog seja para mim um grandíssimo prazer. É graças à leitura de todos que sinto-me motivada a buscar inquietações, reflexões, percepções de mundo para dividir com todos. Um Blog sempre nasce a partir de uma demanda de existência para comunicar ideias, inquietações e percursos. E o Pensados a Tinta não é diferente em sua motivação e representa para mim antes de tudo um veículo de comunicação, troca. A arquitetura de ideias edificadas por palavras acaba sendo o meu desafio, e o meio pelo qual procuro aliar pensamento e reflexão. A escrita, tanto como a leitura são coisas que se cultivam e aprofundam. Algo que tece nossas...

(Clique no link) Leia até o final!

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Por: Eliana Rezende Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas? SOMOS A GERAÇÃO QUE LÊ O TÍTULO, COMENTA SOBRE ELE, COMPARTILHA, MAS NÃO VAI ATÉ O FIM DO TEXTO. NÃO PRECISA, NINGUÉM LÊ!  (Revista Galileu/Julho, 2014) Há tempos quero falar sobre essa forma de "leitura" que encontramos em redes. Compartilhamentos aflitos e leituras superficiais. Alguns não chegam a clicar no link onde um post ou uma matéria se abrirá. Adivinham! E o que é pior: "ousam" comentar! Sempre me pergunto o porque d...

Ler de forma produtiva. Mas como?!

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Por Eliana Rezende Muito se tem dito e escrito sobre a qualidade dos leitores em tempos de tantos estímulos digitais. Desconcentração e desinteresse tendem a encabeçar quase todas as listas. A seguir e bem de perto estão a preguiça, dificuldade de retenção e compreensão do que se lê. Sem entrar nos méritos da alfabetização ou sua ausência, do analfabetismo funcional e problemas com o ensino desde sua base, algumas sugestões podem e devem ajudar quem, de fato, quer ou precisa ler e ainda não aprendeu como. Aqui a sugestão é para leituras técnicas ou de conteúdo profissional e que necessitam de uma outra forma de leitura daquelas que destinamos a romances e entretenimento de horas de lazer. Vamos ver se consigo: Crie o hábito de tracejar o que lê. Isso mesmo! Use um lápis (nada de marcadores e canetas! Estes estragam seu livro). Procure um lápis macio (6B ou mesmo um integral seriam fantásticos). Munido desta ferramenta aprenda a sinalizar o que lê. Encontre uma sinaléti...

Chegamos ao fim da leitura?

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Por: Eliana Rezende De novo sobre leitores e leituras. Instigando todos a pensar um pouco... Em "Utopia de um homem que está cansado", Borges descreve o encontro do narrador com um homem de quatro séculos, que vive no futuro – ‘um homem vestido de cinza’, cor que envolve os mensageiros da estranheza em vários contos do escritor argentino – e que faz assustadoras revelações. Uma delas é a extinção da imprensa, “ um dos piores males do homem, já que tendia multiplicar até a vertigem textos desnecessários ”. (BORGES, 2001, p. 84) À revelação do desaparecimento da imprensa no mundo do futuro, o narrador responde com um longo discurso: “Em meu curioso ontem (...) prevalecia a superstição que entre cada tarde e cada manhã acontecem fatos que é uma vergonha ignorar. O planeta estava povoado de espectros coletivos, o Canadá, o Brasil, o Congo Suíço e o Mercado Comum. Quase ninguém sabia a história anterior desses entes platônicos, mas sim os mais ínfimos pormenores do ú...

Em Tempos de Tintas Digitais: Escritos e Leitores - Parte III

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Por: Eliana Rezende Este post encerra a série sobre escritos e leitores em tempos digitais. Longe de significar uma conclusão, coloca-se como sendo intenções de apontamentos impressos à tinta. Você pode conhecer melhor toda a série de artigos seguindo os pontos destacados no texto a seguir.  O século XXI está assistindo um ponto onde nossa sociedade coetânea passa pela dessacralização da escrita contínua, linear e exerce características intertextuais , que se fragmentam em múltiplos sentidos.  Até o advento da web, o universo de produção da escrita era tangível. Poderíamos mesmo chamá-lo de analógico, pois encontrava nas palavras a forma máxima de sua expressão. As palavras nominavam ideias e ganhavam nas tintas impressas seu poder de materialização onde o dito e pensado vinham à existência, corporificavam-se.   As entrelinhas eram caminhos extras para inquirir e perscrutar o passado, o dito ou escrito. Teciam possibilidades a partir do não dito. Ofere...

Magia encadernada

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Por: Eliana Rezende Você imagina o que acontece quando todas as luzes se apagam e a noite cai dentro de uma livraria? O diretor de arte Sean Ohlenkamp tentou descobrir: passou quatro noites em claro  na livraria Type, localizada em Toronto. Quer saber o que descobriu? Grandes e inusitadas movimentações! Assim, brincando com as posições dos objetos, suas formas, cores, texturas surgiu o stop-motion The Joy of Book.  Uma animação onde o espaço enche-se de magia e diversão. Assista o vídeo (que acabou se transformando em viral) que povoa a mente e a imaginação de muita gente. Chegou sua vez! Todo esse incentivo para que a animação fosse vista foi apenas um pretexto para falar sobre nossa relação com livros, livrarias, bibliotecas e afins. A ideia foi estimular os sentidos: às vezes é tão simples! Se pensarmos, uma livraria tem essa vida quando a noite cai. São sob as luzes da noite que inventários se fazem, que livros são dispostos em prateleiras e em mesas de...

Palavras vincadas

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Por: Eliana Rezende Houve tempos em que a gaveta era o melhor amigo de um escritor.  Era ali que o texto adormecido esperava seu tempo de maturação, ou até seu tempo de descarte: do não dito e escrito. As palavras assim esperavam adormecidas e quietas, o tempo em que a tinta as materializasse e lhes propiciasse vir à existência. Palácio de Alhambra - Granada - Espanha O texto adormecido na gaveta esperava sua sentença que podia vir cedo. Num acesso de fúria e destruição ou num período de limbo expiatório. O melhor mesmo era quando recebia sua emancipação e tornava-se um texto livre à olhos alheios. Sim, os textos nos tempos de imediaticidade e consumo deixaram de ter essa maturação da escrita pensada e recomposta dia a dia. Literalmente lapidada para, palavra por palavra compor um pensamento inteiro. O sentido de escrita original gradativamente se perdeu e o que temos é uma que se insere substituindo e anulando a anterior. Descartes simples e rápidos que não n...