Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Facebook

Um feudo chamado internet

Imagem
Por: Eliana Rezende E não é que passadas pouquíssimas décadas encontramos a internet no que poderíamos chamar de feudo. Muros fecharam-se ao seu redor, e ao contrário de um ideal conectado, globalizado, diversificado e livre temos exatamente o seu contrário! Basta olhar em volta e perceber como cada um dos grandes da web criaram seus nichos de modo a excluir e hierarquizar. Algoritmos são invocados como as ferramentas não subjetivas para indicar aproximações e distanciamentos. Basta uma simples olhada no que o Facebook anda aprontando... Não é segredo para ninguém que seu foco são cifras. Mas Zuckerberg parece estar indo longe demais, e como um grande imperador quer o poder de forma ampla total e irrestrita. Exerce sua tirania consentida contra todos os seus  'súditos', e que no geral, são cegos, surdos e mudos quanto ao que acontece à sua volta. A maioria nem pára para pensar que produz gratuitamente conteúdos para serem usados como forma de caça likes e com isso ...

Algorítmos como grilhões para Conhecimento e Inovação

Imagem
Por: Eliana Rezende Há tempos venho pensando, e com certo incômodo que a  partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu e tornou-se um limitador. A partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu. Observe: Todas as vezes que realizamos uma busca, qualquer que seja, imediatamente algoritmos começam a selecionar quais as respostas que são as nossas preferidas, e dia-a-dia, pesquisa após pesquisa começam a aprender sobre nosso perfil, nossos gostos e desgostos. Isso por si só não seria o problema. O problema piora logo a seguir, pois para haver uma customização de nossos gostos e preferências, quase sempre somos levados aos mesmos lugares e quase que invariavelmente, às mesmas velhas respostas. É a famosa existência dentro de uma bolha. Quase sem notarmos estaremos fornec...

Sua vida cabe numa timeline?

Imagem
Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Esta tem sido, na última década, a pergunta que milhões tentam responder. Uma pergunta simples que possibilita alimentar compartilhamentos e publicidades de si por meio da rede mundial mais conhecida e utilizada no planeta, o Facebook. Em geral o mundo de eterna felicidade, sucessos e realizações em rede pode trazer atrás de si outras verdades. Viver online, compartilhar e curtir pode ser muito mais simples do que viver o dia a dia trocando o olho no olho e suportando as diferentes dificuldades, sem desconectar-se ou com status de invisível. A vida real tem muito menos ' likes ', risos, caras e bocas, frases, causas, militâncias ou animais de estimação! Em verdade o mundo não mudou tanto! Ainda escolhemos onde passamos boa parte de nossas vidas, para onde viajamos e com quem nos relacionamos,  comunicamos e como nos movemos. O que ocorreu fo...

Redes Sociais: a perpetuação de um modelo maçante e infantilizado

Imagem
Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Em outras oportunidades já abordei as questões envolvendo o Facebook e os padrões de   comportamentos dos seus usuários.  Neste post concentro-me em uma análise das chamadas redes sociais, e até a 'profissional': LinkedIn. Quando do seu surgimento, as redes apontavam com uma possibilidade inédita de interação, troca por compartilhamentos e possibilidades de interação em tempo real. Parecia, aos observadores, que encontrávamos um novo modelo, inovador e renovador, para relações e trocas sociais. A comunicação parecia romper fronteiras de tempo, espaço, classes sociais e culturas. Paradigmas seriam rompidos quase que na mesma proporção em que tecnologias fossem sendo criadas e disponibilizadas à usuários pelo mundo, através de gadgets variados. Transcorridos, tempo e tecnologia, as projeções se mostraram diametralmente opost...

KODAK e FACEBOOK: Aperte o botão e nós faremos o resto!

Imagem
Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) O slogan era simples. Você clicava o botão e a KODAK  fazia o resto. A simplificação motora de um aparato mecânico fornecia ao usuário a experiência de autorepresentação. Se até então fotografar-se e imprimir uma imagem de si exigia idas à estúdios fotográficos e a figura de um profissional, com o surgimento das máquinas fotográficas vários intermediários eram retirados de cena. Ajudando as pessoas a construírem uma imagem de si mesmas, a KODAK foi construindo uma imagem de si e das formas como o mundo podia ser representado. A partir da década de 1920, a KODAK passa a lançar uma ampla campanha de publicidade nas revistas ilustradas mostrando as vantagens da sua máquina portátil, além de oferecer sugestões de situações cotidianas em que se poderia utilizar a fotografia. Veja só: "(...) Desde a infância até a edade madura a KODAK con...

Bem vindo ao Facebookistão!

Imagem
Por: Eliana Rezende Numa galáxia distante, em meio à poeira cósmica de eras e eras analógicas, surge um novo planeta. É azul quase que em sua totalidade, e conta, a partir de seu surgimento meteórico com milhões de seres.  Atordoados pela imprevisibilidade do novo e um aumento vertiginoso sem precedentes na história galáctica de novas estrelas seu povo busca sobreviver.  Culturalmente unem-se entorno de seu planeta azul, que ganhou o nome de Facebookistão. O Facebookistão é um local onde a tristeza não existe!  Suas fronteiras estão sempre abertas: qualquer cidadão pode solicitar ser integrante. Basta apenas aceitar seus termos de adesão. As letras são miúdas e basicamente camuflam que a partir de então você estará abrindo mão de sua privacidade. Transformar-se-á em dados que poderão ser utilizados ao bel prazer das autoridades locais.  Todos tem muitos amigos, e sempre estão dispostos a aceitar mais um. Alguns colecionam centenas de amigos...

Facebook: robotização e sedentarismo em rede

Imagem
Por: Eliana Rezende Transcorridos os anos, o Facebook começa a conhecer o imobilismo criativo. Festejado em seus primórdios pelas possibilidades e potencialidades de conexão e compartilhamento social, usos dos mais variados, hoje sua plataforma parece ter encontrado em uma década sua senilidade e imobilismo. E explico: A experiência da rede tem se mostrado acomodada, acrítica, extremamente passiva e muitas vezes simplória. Seus usuários muito rapidamente acostumaram-se a fórmulas que consagram e incentivam a economia de pensamento crítico. Tudo reduz-se ao “curtir”, onde a mecanização do gesto guarda em si a ignorância. Em muitos casos, se não na maioria das vezes, o botão é acionado sem que a pessoa tome de fato conhecimento do que se trata. A preferência imagética é quase total e a fórmula aqui é uma foto e uma frase. A simplicidade rudimentar agrada, já que exige pouco, tanto de quem comunica quanto de quem é comunicado.   Tanto imobilismo não entreterá por mu...

Netiqueta: Fique atento em como usa o LinkedIn

Imagem
Por: Eliana Rezende O LinkedIn surgiu como uma alternativa em rede para que profissionais possam se expor ao mercado. Mas, como toda rede possui sua própria lógica de funcionamento.    Não sou adepta de listas. Mas a numeração aqui tem um efeito didático: para pontuar mesmo! Escrito por: Eliana Rezende, São Paulo - 2012 Para os que começam, a lista fica como sugestão de uso. Para os veteranos como um lembrete:  Escrito por: Eliana Rezende, São Paulo - 2012    Não aceite convites feitos por pessoas que você não conhece, pessoal ou profissionalmente.  Não envie convites para desconhecidos. Apresente-se antes. Não insira seu Email embaixo de seu nome ou perfil (quem já fez isso sabe o porquê da sugestão)  Ao enviar um convite pense se de fato é pertinente a quem se dirige (não crie desconfortos desnecessários à outra pessoa).  Não embarace ou constranja quem você nem conhece. Perca um pouco de seu tempo e, ao fazer um convite...