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MEUS SINCEROS VOTOS... PARA 2021...

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Por: Eliana Rezende Bethancourt Que no Brasil consigamos entender o que seja civilidade. Sejamos razoáveis e solidários. Encerro o ano exaurida de olhar à volta e chegar a pensar que a humanidade é um projeto que ainda não deu certo. 2021 não será um ano fácil: desemprego, recessão, morte em escalada, vírus ainda circulando, falência do sistema fiscal e baixeza do homem que usa faixa presidencial e ingerência e irresponsabilidade de TODAS as ordens. Por isso, desejo que busquemos formas de resistência. Desejo a todos saúde e responsabilidade em todos os seus atos. E que 2021 seja um ano para cura do corpo, da mente e da alma... Pena que para ignorância, terraplanismo e estupidez não há. Sorte para nós. 

Quando as Palavras Secam

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Por: Eliana Rezende Há momentos em que as palavras adormecem. Calam-se, não conseguem dar as mãos para formar uma ciranda de sentidos, sentimentos, argumentos, convicções, ideias, utopias. Seu silêncio faz-se tão alto que torna-se ensurdecedor e nos põe diante de nossa total incapacidade de com elas travar combate. Fortes e destemidas as palavras nos auxiliam a pôr em trânsito nossas ideias e sentimentos mais profundos. São ferramentas que materializam o subjetivo que nos habita. São tijolos que constroem: de pensamentos a projetos, de sentimentos a desencantos. Colocadas lado à lado e numa ciranda perfeita podem estimular e aglutinar pares, atrair sentimentos similares, fortalecer combalidos, dar esperança a desesperançados. Mas quando elas parecem secar é como um deserto que nos toma. Nele apenas o desconforto das temperaturas, os ventos que mudam tudo de lugar e que possuem poderes de movimentar montanhas inteiras, soterrando e sufocando tudo o que está em seu caminho. ...

Ceda Lugar ao Novo!

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 Por: Eliana Rezende Em uma sociedade onde consumir é a regra, ter e ostentar seja o natural, parece estranho falar em ceder espaço. Proponho substituir a tão batida palavra desapego, por ceder espaço. A palavra desapego teria um significado muito interessante, mas de tão usada e repetida parou de ter o sentido que se esperaria dela. Como tantas outras palavras, perdeu valor por ser moeda fácil e de quase nenhuma aplicação. Ceder espaço, neste sentido, dá ao desapego o sentido mais essencial de seu significado original. Ao falar em ceder espaço, parto de uma constatação muito simples: as pessoas em geral distraem-se muito com o ter e esquecem-se do ser. E explico porque considero o ter uma tremenda perda de energias: " O que temos não podemos levar a todas às partes, já o que somos vai conosco pela vida, pelo tempo e espaço. Por isso sempre é bom arranjar meios para simplesmente ser ".  (Eliana Rezende) Os entulhos espirituais, emocionais ou materiais ...