A Boa Morte é a Arte de saber Viver
Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com: Music Player for Google Drive) Sempre penso em palavras que representam tabus. Morte parece-me uma delas. As pessoas fogem de dize-la, de senti-la ou pressenti-la, considerando-a como de mau agouro. E mesmo em face de circunstâncias onde ela se impõe, quer a si próprio, quer a um ente querido, é sempre envolta em névoas de medos e superstições. Não consigo crer que deva ser assim. Afinal, morrer é tão parte do viver que está na outra ponta de nossa existência. Passar pela vida significa aceitar entre outras coisas nossa finitude e que um dia não estaremos mais presentes. Em verdade, não consigo achar problema algum nisso! Vejo que mais do que fugir da morte, pessoal ou alheia, devemos ter-lhe reverência. Ela encerra um ciclo de existência e por si só é um rito de passagem. E como todos os ritos humanos deve ser reverenciado e acolhido como parte. Experienciei a morte ...