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O Futebol como Metáfora (De Copa em Copa)

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Por: Eliana Rezende Este post começou a ser escrito em 2010. A cada Copa que se sucedia tentava não ser imediatista, e como historiadora que sou dei tempo ao tempo. Longe das paixões e decepções de momento fui tecendo um bordado de impressões, e os armazenando em gavetas de existências, típicas e caras dos que escrevem sem pressa, como citei no meu post " Palavras Vincadas ".  Como retalhos numa colcha de patchwork as impressões foram se sobrepondo e o resultado deixo para apreciação coletiva, como coletivo é o jogo e todas as discussões decorrentes. De cada derrota, o que sempre fica, é a de que o futebol é mesmo uma boa metáfora para nossas existências, sejam elas pessoais, profissionais, acadêmicas ou outras quaisquer. 2010:   Acho que são horas de contabilizar... Não foi um Mundial que deixou muitas saudades. Alguns jogos realmente deram-me o prazer da contemplação e de enxergar, nos dribles, metáforas da existência. De enxergar nas ações e atuações de h...

Contradições natalinas

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Por: Eliana Rezende A humanidade é mesmo um mosaico de contradições que se manifestam sob vários aspectos. Saio quase como que uma sobrevivente da que considero uma das maiores contradições ocidentais: o Natal! O tempo tem passado e meu desconforto com esta data é inversamente proporcional a publicidade em seu entorno. Não sei se pelo calor, congestionamentos, consumismo desenfreado, excessos de gestos, embriaguez, gulas e outras sandices guardo desta época profundo mal estar e péssimo humor. Lia outro dia como o Natal é de fato, o maior exemplo de como se descumprir em apenas um dia um rosário de boas regras e condutas cristãs. Vejamos: Segundo o professor do Instituto de Psicologia da USP Cristian Dunker que analisa que o Natal vinculado ao consumo nega ponto a ponto os valores originários do cristianismo. Para os que não sabem quais são ou nem se lembra deles aí vão: "(...) o altruísmo , e não a cobiça com os presentes;  a sobriedade , e não a ostentação de árv...

Leitura em tempos de textos visuais

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Por: Eliana Rezende Fenômeno estranho o que estamos assistindo. A invasão imagética tem sido de tal ordem e magnitude que outro dia parava e pensava sobre o que eram simples textos. Ideias justapostas em parágrafos e que, em sendo construídos, chegavam a ocupar páginas inteiras. Hoje temos uma economia de sentidos que possibilita o uso de textos curtos mas não mais em formas de parágrafos justapostos, mas de imagens. E nesta profusão de conteúdos sintéticos com perfil de fotografia vamos encontrando de tudo: de frases de autoajuda, palavras de ordem, desafios cognitivos, tentativas de pequenas piadas e críticas sociais, até o seu posposto: incitamento ao ódio, violência, xingamentos, xenofobias, preconceitos. Os textos - se escritos são pura e simplesmente economia silábica e há todo momento saltam dos mesmos listas, enumeração e pontos: sempre temos a sensação de que saímos de vez de um texto de Word e entramos direto numa apresentação em PPT. Cansativo, repetitivo. O...