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Algorítmos como grilhões para Conhecimento e Inovação

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Por: Eliana Rezende Há tempos venho pensando, e com certo incômodo que a  partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu e tornou-se um limitador. A partir do desenvolvimento de ferramentas com fins claros de determinar perfis, gostos, nichos e vontades dos consumidores uma lógica perversa se deu. Observe: Todas as vezes que realizamos uma busca, qualquer que seja, imediatamente algoritmos começam a selecionar quais as respostas que são as nossas preferidas, e dia-a-dia, pesquisa após pesquisa começam a aprender sobre nosso perfil, nossos gostos e desgostos. Isso por si só não seria o problema. O problema piora logo a seguir, pois para haver uma customização de nossos gostos e preferências, quase sempre somos levados aos mesmos lugares e quase que invariavelmente, às mesmas velhas respostas. É a famosa existência dentro de uma bolha. Quase sem notarmos estaremos fornec...

Será mesmo que você escolhe?

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Me incomodo quando vejo imensas, e diversas, campanhas publicitárias que no fundo são sempre mais do mesmo. Elas procuram de todas as maneiras vender-lhe a ideia de que você está escolhendo, o que me parece tão sem sentido! Explico: Escolher, por exemplo, um carro entre as cores metálicas (em geral prata), branco, preto ou vermelho? Isso é escolher? Experimente fazer o exercício de olhar um congestionamento qualquer e verá sempre os mesmos carros (uma ou outra alteração aqui e ali; às vezes uma lanterna, outras uma frente mais ou menos arredondada, mas é só), um amálgama, sempre das mesmas monótonas cores primárias trafegando comprimidamente entre seus 5 lugares. Mesmo por dentro tudo é disposto sempre da mesma forma e maneira. Motores isso ou aquilo, para quê? Se todos conseguem desenvolver apenas aqueles míseros 20 km/hr nas ruas e avenidas de trânsitos congestionados das grandes cidades? Observe o mais novo celular que você puder encontrar. Temos os mesmos botões e posiç...

Escravos do celular?

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Por: Eliana Rezende O tema é interessante e talvez por isso esteja na terceira pessoa. Em maior ou menor grau estamos atropelados e invadidos pelos  meios de comunicação. Diferente do que ocorreu com o telefone fixo quando de seu surgimento, havia um "manual de uso e recomendações" sobre horários e situações. O ilustrador americano J. J. Sedelmaier, que tem uma coleção das mais belas peças criadas pelo designer industrial Henry Dreyfuss, durante o longo reinado da Western Electric, Bell Telephone Company e AT&T, divulgou recentemente uma pequena preciosidade. Trata-se do Manual confeccionado em 1950 pela Bell que ensinava o bê-a-bá a quem se iniciava no uso do telefone em casa. Uma delícia de lembrança de tempos idos. Confira: O ritual de receber ou fazer uma ligação merecia horário e até uma mesinha de canto especial para o digno aparelho. A ligação era sempre recebida sentado e confortavelmente acomodado em uma cadeira ou poltrona. Nada merecia a i...