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Mostrando postagens de setembro, 2014

Quero meus direitos!

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Por: Eliana Rezende E de repente, num mundo onde é sempre tão importante garantir espaços e reivindicações nos vemos diante do avesso dos direitos. Quem diria que teríamos que reivindicar o direito à ficar velhos, morrer, ser infeliz ver por outra, ser esquecido nas redes? Isso mesmo! Pode parecer absurda a ideia de direitos para tais temas. Mas é que de repente tornaram-se proibidos e evitados como tabus. Em nossa sociedade as pessoas confrontam-se com os dilemas de ser sempre jovem, torneado, "sarado", sem vincos, marcas ou sinais. Envelhecer parece ser o maior de todos os castigos e se tais anos vierem acompanhados de rugas e cabelos brancos é o fim! Não se deseja ou almeja o tempo da maturidade e as pessoas não aceitam o tempo como um aliado. É o inimigo a ser combatido. As armas são velhas conhecidas: terapias botulínicas, cirurgias plásticas e todo um arsenal de tratamentos para corpo, pele, vitaminas e afins. Não se entende os sulcos da pele como marcas da ...

Desinformação como tática midiática

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Por Eliana Rezende Como profissional da informação, custa-me assistir diariamente verdadeiros atentados contra aquilo que considero a coisa mais importante que caberia a meios de comunicação: a informação como matéria-prima tanto para a tomada de decisões quanto para o exercício de cidadania.  Mas infelizmente, e muito especificamente no caso da imprensa brasileira, temos o que alguns profissionais da área chamam desinformação como tática! Vejo que mais do que corrupção, escândalos, manifestações, inflação ou qualquer outro termo utilizado pela grande imprensa o mais crasso e perigoso à democracia é a desinformação .  Pior, quando é uma escolha, uma opção dos veículos de massa que pretendem, com esta ação, pautar como a sociedade se organiza, politica, social e economicamente. Cito alguns exemplos neste sentido.  Em todo o período que antecedeu à Copa do Mundo, o  Brasil assistiu a uma onda de pessimismo e de queixas que se reproduziam como mantra. Os ...

Mafalda cinquentenária

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Por: Eliana Rezende Como uma boa ideia com humor e crítica ácida à mistura podem render bons anos de vida? A resposta em uma única palavra é: Mafalda. Contestatória, politizada, insatisfeita com o mundo. Sempre cheia de questões e inquirições. Uma ardorosa aversão às sopas. Niña esperta, espontânea, sabida, verborrágica: sempre com muito a dizer. Mas a garota apesar de manter-se uma menina nas tiras é agora uma cinquentinha. Sim! Mafalda faz 50 anos.  Parabéns a criador e criatura! Acho que a coisa interessante no caso da personagem é sua sobrevivência no tempo a partir de uma boa ideia e doses de "realidade". A atualidade está exatamente em explorar as vivências e angústias de todos,  independente de onde ou como vivem. É um questionamento para um mal-estar que nós latinos entendemos tão bem. Penso também sobre sua estabilidade e permanência em um mundo feito de tantas obsolescências e descartes. O que a torna ainda tão factível? Creio que é ...

(Clique no link) Leia até o final!

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Por: Eliana Rezende Outro dia vi um estudo que diz que 25% das músicas do Spotify são puladas após 5 segundos. E que metade dos usuários avança a música antes do seu final. Enquanto isso, no YouTube, a média de tempo assistindo a vídeos não passa dos 90 segundos. O mais chocante desses dois dados é que o uso do Spotify e do YouTube, em geral, está focado no lazer, no entretenimento. Ou seja, se a gente não tem paciência para ficar mais de 90 segundos focado em uma atividade que nos dá prazer, o que acontece com o resto das coisas? SOMOS A GERAÇÃO QUE LÊ O TÍTULO, COMENTA SOBRE ELE, COMPARTILHA, MAS NÃO VAI ATÉ O FIM DO TEXTO. NÃO PRECISA, NINGUÉM LÊ!  (Revista Galileu/Julho, 2014) Há tempos quero falar sobre essa forma de "leitura" que encontramos em redes. Compartilhamentos aflitos e leituras superficiais. Alguns não chegam a clicar no link onde um post ou uma matéria se abrirá. Adivinham! E o que é pior: "ousam" comentar! Sempre me pergunto o porque d...