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Mostrando postagens de julho, 2015

Nossa vida é nossa primeira ficção

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Li esta frase de uma quase xará: Eliane Brum em uma entrevista, e fiquei com ela na minha cabeça porque, desde sempre, acredito muito nas histórias que contamos para nós mesmos sobre o que vivemos ou experimentamos. Em vários casos essas ficções de tão repetidas, quer pela palavra, quer por fragmentos de memórias passam a ser uma crônica. Uma crônica de nossa vida e de como reinventamos trechos de nossas histórias. Desde cedo aprendemos que alguns fatos chateiam, envergonham, constrangem, ou seu contrário: enchem de alegria, de sons, de movimentos os nossos dias. Daí a necessidade de ora nos aproximarmos deles e ora nos afastarmos. Seletivos em nossas memórias, aprendemos que podemos reinventar estes trechos e fazer deles uma longa história! E daí que as Memórias passam a compor este ficcional que vamos reescrevendo, aumentando e diminuindo de aco...

Mídia hegemônica e seu séquito de midiotas

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Por: Eliana Rezende O século XXI inicia-se sob a égide da tecnologia e do acesso à Informação. Moeda social de fácil circulação, a informação abunda em diferentes meios e suportes. Partilhada, compartilhada, inventada, emendada, negociada é exposta como sendo "direito" de todos. Em sua origem, seria algo muito interessante. Mas infelizmente o acesso irrestrito e em profusão de informação longe de representar um ativo, é em muitos casos um passivo de difícil gerência. Um simples zapping nos canais de noticias (incluem-se aí: rádios, TVs e mesmo portais informativos), para alguns, nos fará notar um único diagnóstico: a imprensa vem sofrendo do que poderiamos chamar de crise de inteligência. A forma como tudo é apresentado: simplista e maniqueistamente nos faz pensar sobre, afinal qual seria o papel do jornalista de carreira. Em sua maioria vemos uma rasa superficialidade, onde a ausência de uma reflexão ou aprofundamento de um fato simplesmente não existem. A ob...

Chamem o carteiro: preciso de boas notícias!

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Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Em que ponto, em que rua ou travessa de sua existência seu carteiro parou? Sim, aquele personagem que o visitava todos os dias, mas não com faturas de contas ou boletos bancários, cobranças várias, mas sim, aquele que lhe trazia notícias de longe? Aquele que por anos a fio visitava toda a sua rua e conhecia cada morador por nomes, hábitos e caligrafia? Incrível como o tempo e as tecnologias nos afastam de alguns personagens urbanos. O carteiro era destas figuras que por largos tempos eram esperados todos os dias de forma ansiosa num misto de muitos sentimentos. Às vezes havia euforia, risos, contentamento, outras tantas tristeza, preocupação, melancolia, saudades... Sua vinda representava que alguém em alguma parte havia tomado tempo de suas horas e nos dirigido palavras... muitas carregadas de emoção. Algumas noticias chegavam acompanhadas de ...