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Mostrando postagens de novembro, 2015

Geração Digital não sabe pesquisar? - Parte I

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Por: Eliana Rezende Um estudo recente , revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. E o pior: este déficit não atinge apenas os mais jovens. Mesmo os mais velhos e adultos estão cometendo este erro. De fato nossa sociedade vem se caracterizando por um déficit de atenção atroz em diferentes segmentos (digo aqui em aspectos pessoais, profissionais e muitas vezes acadêmicos). As pessoas definitivamente estão se condicionando a simples 140 caracteres e a urgência e leituras em diagonal fazem a vida de muitos. A verticalidade e profundidade deixa de ser vista como sinônimo de consistência para ser considerada redundante e repetitiva. Há também um problema clássico, e este vem de anos: as pessoas em geral buscam fórmulas rápidas e soluções imediatas, sem o uso da crítica. A crítica neste sentido não tem que ver com gostar ou desgostar, tem que ver com questionar sobre pro...

A Boa Morte é a Arte de saber Viver

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive)  Sempre penso em palavras que representam tabus. Morte parece-me uma delas. As pessoas fogem de dize-la, de senti-la ou pressenti-la, considerando-a como de mau agouro. E mesmo em face de circunstâncias onde ela se impõe, quer a si próprio, quer a um ente querido, é sempre envolta em névoas de medos e superstições. Não consigo crer que deva ser assim. Afinal, morrer é tão parte do viver que está na outra ponta de nossa existência. Passar pela vida significa aceitar entre outras coisas nossa finitude e que um dia não estaremos mais presentes. Em verdade, não consigo achar problema algum nisso! Vejo que mais do que fugir da morte, pessoal ou alheia, devemos ter-lhe reverência. Ela encerra um ciclo de existência e por si só é um rito de passagem. E como todos os ritos humanos deve ser reverenciado e acolhido como parte. Experienciei a morte ...