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Mostrando postagens de agosto, 2016

Uma alma que gosta da chuva

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Por: Eliana Rezende A voz da chuva acalenta meu espírito, tranquiliza meus olhos e afaga meu coração. O seu som preenche cada canto recôndito do meu ser e dá-me a companhia mais que desejada. As gotas que chegam uma a uma e que, rápido são uma multidão oferecem sons ao meu silêncio. Preenchem sem encher, silenciam para dar eco ao que vem de lá de dentro. Sempre acho que minha alma é outonal. Gosto de dias molhados, chuva miúda, água encharcando a terra e dando mais verde à paisagem, gotas que respingam e desenham vidraças que emolduram. Tudo fica enquadrado... e calmo... Gosto das folhas e dos tons de outono e da forragem que oferecem à paisagem. Casadas com a chuva, molham a terra e fornecem uma composição perfeita de tons e odores. Entorpecem os sentidos, acomodam vontades, liberam prazeres. Gotas que lavam o céu ao mesmo tempo em se se desabotoam sobre a terra. O silêncio fica então cheio de elementos e sensações, uma sinfonia que ganha notas ora metálicas, ora gr...