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O carcereiro de nossas almas

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Por: Eliana Rezende As masmorras de nossas existências possuem muitas divisões: servem para aprisionar, enquadrar e muitas vezes sufocar o que de mais livre possa nos habitar. Como qualquer fortaleza possui paredes grossas que limitam o que entra e o que sai. Limitam espaços, circulação. Servem para dar a impressão de que tudo está seguro e imutável. Mas toda esta infra-estrutura precisa de bons carcereiros. Eles que garantem que o aprisionamento se efetive. Que nada escape, e que a sobrevivência seja garantida pelo tempo com o mínimo possível. Mínimo de investimentos, de pensamentos, de tentativas de fuga...resistência. Lá dentro o prisioneiro perde a noção do tempo, das horas, das estações. Simplesmente deixa-se ficar! E talvez seja neste ponto que o mais cruel se dá: carcereiros de nós mesmos mantemos nosso espírito ali, aprisionado, para que não fuja, para que não saia do controle de nossas masmorras de medos, conveniências, covardias, inseguranças, justificativas. Quanto ...