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Mostrando postagens de janeiro, 2019

A casa que habito

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Por: Eliana Rezende Por muitos anos, e para alguns, o empreendimento de uma vida é ter um lugar físico que possa denominar de seu: é aquele pedaço de chão, aquele conjunto de blocos, pedras, concreto e cores, que juntos configuram o espaço denominado de: "casa". Mas, caminhando pela vida e pela existência, percebo que há moradas que fazem muito mais sentido e que nos dão o valor exato deste "habitar". A "casa" toma assim um sentido figurado e pode ser metáfora do espirito que temos e carregamos como nosso. O espirito que nos habita possui todas as características que são fundamentais para manter nossa existência. Se bem fundado é forte: suporta intempéries, dificuldades, desastres, catástrofes. É lugar de quietude quando tudo à volta parece vociferar e bradar. É ponto de luz quando tudo parece sucumbir à escuridão e penumbra. É lugar de paz quando tudo parece uma interminável batalha. Mas, afinal, muitos não se apercebem que este lugar tão...

Leve sua alma para passear: dê-se tempo!

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Por: Eliana Rezende O tempo é sempre a grande preocupação de tudo e de todos. Sempre temos a sensação de que nos escapa por entre os dedos, e por mais que aparentemente vivamos, menos nos sobra dele. O tempo, logo se constata, não pode ser simplesmente medido por ponteiros e horas que insistem em correr através dos dias e anos em que nossa vida parece fatiada, retalhada, esmiuçada. Como dar aos nossos dias tempo? Como fazer com que, de tantos minutos infinitos, tenhamos de fato vida vivida e não tempo perdido, consumido, desperdiçado? Fico aqui pensando que o melhor que podemos fazer, aos nossos corridos dias, é dar tempo e vida às nossas existências levando nossa alma para passear. Mas como se passeia com a alma? Como fazer isso se muitas vezes o corpo está aprisionado em congestionamentos, transportes, baias de trabalho, ou num sem número de compromissos?! Dar descanso e passeio a alma pode significar destinar-nos tempo para coisas simples que dão a mente a possibilid...

Quando as Palavras Secam

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Por: Eliana Rezende Há momentos em que as palavras adormecem. Calam-se, não conseguem dar as mãos para formar uma ciranda de sentidos, sentimentos, argumentos, convicções, ideias, utopias. Seu silêncio faz-se tão alto que torna-se ensurdecedor e nos põe diante de nossa total incapacidade de com elas travar combate. Fortes e destemidas as palavras nos auxiliam a pôr em trânsito nossas ideias e sentimentos mais profundos. São ferramentas que materializam o subjetivo que nos habita. São tijolos que constroem: de pensamentos a projetos, de sentimentos a desencantos. Colocadas lado à lado e numa ciranda perfeita podem estimular e aglutinar pares, atrair sentimentos similares, fortalecer combalidos, dar esperança a desesperançados. Mas quando elas parecem secar é como um deserto que nos toma. Nele apenas o desconforto das temperaturas, os ventos que mudam tudo de lugar e que possuem poderes de movimentar montanhas inteiras, soterrando e sufocando tudo o que está em seu caminho. ...