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Redes Sociais: a perpetuação de um modelo maçante e infantilizado

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Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Em outras oportunidades já abordei as questões envolvendo o Facebook e os padrões de   comportamentos dos seus usuários.  Neste post concentro-me em uma análise das chamadas redes sociais, e até a 'profissional': LinkedIn. Quando do seu surgimento, as redes apontavam com uma possibilidade inédita de interação, troca por compartilhamentos e possibilidades de interação em tempo real. Parecia, aos observadores, que encontrávamos um novo modelo, inovador e renovador, para relações e trocas sociais. A comunicação parecia romper fronteiras de tempo, espaço, classes sociais e culturas. Paradigmas seriam rompidos quase que na mesma proporção em que tecnologias fossem sendo criadas e disponibilizadas à usuários pelo mundo, através de gadgets variados. Transcorridos, tempo e tecnologia, as projeções se mostraram diametralmente opost...

KODAK e FACEBOOK: Aperte o botão e nós faremos o resto!

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Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) O slogan era simples. Você clicava o botão e a KODAK  fazia o resto. A simplificação motora de um aparato mecânico fornecia ao usuário a experiência de autorepresentação. Se até então fotografar-se e imprimir uma imagem de si exigia idas à estúdios fotográficos e a figura de um profissional, com o surgimento das máquinas fotográficas vários intermediários eram retirados de cena. Ajudando as pessoas a construírem uma imagem de si mesmas, a KODAK foi construindo uma imagem de si e das formas como o mundo podia ser representado. A partir da década de 1920, a KODAK passa a lançar uma ampla campanha de publicidade nas revistas ilustradas mostrando as vantagens da sua máquina portátil, além de oferecer sugestões de situações cotidianas em que se poderia utilizar a fotografia. Veja só: "(...) Desde a infância até a edade madura a KODAK con...

A morte nossa de cada dia

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Escrito e lido por: Eliana Rezende   Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Quantas mortes cotidianas, pequenas, miúdas somos capazes de acumular em uma existência inteira? Morremos a cada grande decepção, de tédio, de medo, de desejos, por ausências, por faltas, arrependimentos, anseios, despedidas e até de vergonha! Estranho pensar que as pessoas, em geral, temem tanto sua morte derradeira e final, aquela que consome a carne, remove o oxigênio e paralisa células e coração, e se esquece que passa uma vida inteira aprendendo a morrer, deixar, desapegar, abandonar... ser deixado, largado e abandonado, preterido e até esquecido! Então por quê do medo da última de todas as mortes? Aquela que não nos obrigará a acordar no dia seguinte para de novo ver-mo-nos morrer? Ainda há os que morreram uma vez e nunca mais conseguiram voltar a viver. A morte em vida apagou-lhes o brilho, as vontades, os desejos, o viço...

Trincheira das palavras

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Escrito e lido por: Eliana Rezende  Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Desafiam, instigam, maquiam... e, em tempos contemporâneos, provocam verdadeiras plásticas em sentidos e objetivos. Palavras que carregavam seu sentido e essência veem-se alteradas e modificadas em uma forma de sequestro de significados, uma assepsia acéfala. A provocação aqui está em exatamente mostrar o quanto foram extirpados dos nossos dicionários termos como velhice, morte ou afins. O quanto se domestica aquilo que é natural e que de fato fecha um ciclo do que integra a existência. Defendo o uso de tais palavras, livre de trincheiras, plásticas, maquiagens! Quero tudo aquilo que faz parte da vida e entre elas estão às marcas que o tempo me fez (quer na face, quer na alma), a experiência acumulada pela velhice dos meus anos e porque não dizer que quero a Boa Morte... no sentido da dignidade do encontro com um fim? Que tenha dignidade...

Uma sociedade de performance

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Segundo diferentes teóricos a sociedade de princípios do século XXI deixou de ser disciplinar, como ocorria nos séculos XIX e XX e passou a ser de performance. O que significa dizer que exige-se das pessoas estar todo o tempo hiperconectadas, ser multitarefas, e estar em um estado permanente de euforia e felicidade. Tudo que esteja fora disso é considerado indesejável, contraproducente. As pessoas precisam, para serem consideradas bons profissionais, ser multitarefas. Ainda que isso signifique um grau de desatenção atroz. As pessoas quicam de um lado para o outro achando que com isso possam ter, segundo linguagem corporativa, um diferencial competitivo. O mundo encheu-se de academias de ginástica, baias de trabalho, prédios envidraçados, vias rápidas, equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos computadorizados. Temos cada vez mais tecnologia, em ...

Ser feliz é obrigatório?

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Há algum tempo atr á s escrevi sobre direitos que queria de volta . Dentre eles, figurava o direito à infelicidade! Talvez questionável por alguns, estranho para outros. Para mim, uma observadora contumaz da sociedade uma necessidade fundamental. É interessante como essa sociedade que nos impõe tantas obrigações como levantar, trabalhar, escovar os dentes, fazer atividades físicas, nos relacionar...também queira que tudo ocorra sem falhas, titubeios e, em muitos casos fracassos. Mas será mesmo possível? Ainda outro dia lia sobre se preferiria viver ou ser feliz. E me lembro de ter dito que preferia a vida: o que significa dizer que há ondas com momentos que vem e que vão de felicidade alternadas com tristezas...nem sempre tudo corre bem. A felicidade linear e constante é utopia e absurda se colocada no plano do real. A felicidade como obrigação é ...

Leitura para os sentidos

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Não é de hoje que digo que a leitura é daquelas ações que realizamos e que nos dão a possibilidade de exercitar nossos sentidos. As palavras impressas tem o poder de nos fazer estimular todo um conjunto de sensações: desde passar as mãos por um livro, até sentir o cheiro das folhas (novas ou velhas) e sua mistura com reminiscências e lembranças despertadas pela leitura. Lemos também com nossa imaginação. A História, que é para mim paixão e vocação, entrou pela minha vida através da magia da Leitura. A curiosidade infantil acrescida de uma imaginação feroz me fazia boa ouvinte de histórias lidas e contadas pela minha mãe. De origem protestante, as histórias vinham sempre dos escritos sagrados e revelava um mundo feito de deuses, heróis, guerras e forças da natureza! Este mundo surgia através das páginas escritas como sendo da vontade de um Criado...

Chegamos ao fim da Educação

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) “A escola acabou. É preciso encontrar outro lugar.” (Michel Maffesoli) Aqui uma interessante perspectiva é que a que defendo. O modelo de escola que temos está falido! E não creio que tenha que ver com dinheiro e subsídios em primeiro lugar, antes sim tem que ver com motivação, objetos e objetivos. Neste modelo que conhecemos a educação não serve nem como elemento formador, inovador, nem criador. Há tempos este modelo deixou de tomar o individuo como um todo holístico inserido e integrado ao seu mundo e a seus tempo. Isto é, inserido em um contexto social, cultural, politico, econômico, produtivo. Desde que a escola e seus sistemas supostamente inciaram a compartimentação, e pretensa especialização, os indivíduos começaram a atrofiar-se enquanto pessoas capazes de entender e propor alternativas ao seu tempo. E aí que todos os problemas su...

Tempo: valioso e essencial

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Por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive) Não contem a ninguém: mas hoje faço Aniversário. É a passagem do Velho Senhor dos Tempos em mais uma ronda. Alcança-me os anos e mostra-me a conta dos meus dias. Penso sobre tudo e concluo que a vida é mesmo sábia. Nos dá os anos para que não vivamos tudo de uma só vez. Viver, portanto, é ter a paciência para moldar um espírito inteiro! Olhando para frente, e para trás, parece-me que tenho muito menos a viver do que já vivi. Eles passam e ganhamos certas coisas, na exata medida que outras se vão. É a Lei das compensações: Aos 18 meses de idade Se a pele perde viço, os pensamentos ganham razão. Os bons argumentos se fazem desta. Se o tônus do corpo se perde a mente e as ideias ganham contornos e robustez. Sabem que precisam ser edificadas fortes para que firmes se sustentem. Se o corpo pode falar, o silêncio ao lado da escuta pode ser bom conselheiro. Descobr...

♫ ♪ ♫ Tomara que chova...3 dias sem parar ♫ ♪ ♫

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Escrito e lido por: Eliana Rezende Ouça eu ler para você (escolha a opção abrir com:  Music Player for Google Drive)          E São Paulo se junta ao coro do Nordeste e do Rio de Janeiro quando canta com Emilinha Borba para pedir chuva.  Vamos ao coro? ♫ ♪ ♫ Tomara que chova Tomara que chova Três dias sem parar Tomara que chova Três dias sem parar A minha grande mágoa É lá em casa Não ter água Eu preciso me lavar De promessa eu ando cheio Quando eu conto a minha vida Ninguém quer acreditar Trabalho não me cansa O que cansa é pensar Que lá em casa não tem água Nem pra cozinhar Tomara que chova Três dias sem parar Tomara que chova Três dias sem parar A minha grande mágoa É lá em casa Não ter água Eu preciso me lavar De promessa eu ando cheio Quando eu conto a minha vida Ninguém quer acreditar Trabalho não me cansa O que cansa é pensar Que lá em ca...