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Cultive gênios: aprenda com os fracassos!

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Por: Eliana Rezende É muito pertinente pensarmos de que forma se "cultivam" genialidades. Ninguém as cria! Mas, uma vez existindo terreno fértil podem frutificar. A humanidade produziu diversos, em diferentes períodos e espaços, mas o tripé: mistura de pessoas, educação e incentivo a tomada de riscos e fracassos, parece de fato contribuir para que haja saltos qualitativos. Confesso que gosto muito, e incentivo a tomada de riscos e fracassos. Em geral, profissionais temem o fracasso, e se esquecem de que sobre ele podem edificar uma sólida construção. Não que o erro seja desejável, mas faz parte de um processo que, se bem conduzido, possibilita dividendos. É importante pensarmos que a educação e a formação devem ter em seu horizonte os fracassos e deles criar novas possibilidades. T al concepção favorece o cultivo das genialidades - não como algo extraordinário, mas como absolutamente possível e viável. Talvez a coisa mais importante aqui não seja o sentido de...

Memórias digitais em busca da eternidade

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Por: Eliana Rezende De novo a questão das obsolescências e permanências. A crescente demanda tem imposto alguns limites e soluções precisam ser buscadas. Como não perder tudo o que se produz? E com quais custos? Muitas perguntas de fato! Creio que isso se transformar em uma reivindicação é de fato um progresso interessante. São dois pontos importantes: a busca por um direito de acesso à informação e de outro o exercício de cidadania. Diriam alguns que Tecnologia da informação é um eterno reinventar, por que existe a barreira das leis da física. Noves fora isso, o restante é com o departamento de marketing. Mas será? Poria outros dois mais: o financeiro que destina recursos, e porque não a preservação de documentos para o futuro? Como historiadora, um dos principais obstáculos que temos é a garantia de acesso a documentos através do tempo. A longa duração para historia pode significar a eternidade, já para a tecnologia ela representa tão somente casas que vão abaixo...

Viagem Pitoresca ao Brasil, de Debret

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Por: Eliana Rezende           & Lionel Bethancourt História pode também ser escrita por imagens, e livros nem sempre precisam de palavras dispostas umas após outras para compor um enredo. Este é o caso do livro "Viagem Pitoresca ao Brasil”, uma obra de Jean Baptiste Debret. Imagens que povoam nosso imaginário, que são nossas velhas conhecidas desde os tempos de escola e que olhadas séculos depois nos mostram tanto! Caso não conheça, ou não se lembre, clique aqui para (re)ver/lembrar/conhecer. Vendedores de palmito e de samburás , 1834-1839 - de Jean-Baptiste Debret (França, 1768-1848) Gravura baseada em aquarela, original c. 1825 A beleza e precisão dos traços de Debret são fantásticos e nos fazem pensar sobre o quanto hoje em dia as mãos e as possibilidades que estas tem de traçar e desenhar se afastam disso e aproximam-se de teclados, Ipads e mouses.... Será que estaríamos desaprendendo? Bem, não sejamos tão radicais. Desaprendendo talvez ...

Será mesmo que você escolhe?

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Me incomodo quando vejo imensas, e diversas, campanhas publicitárias que no fundo são sempre mais do mesmo. Elas procuram de todas as maneiras vender-lhe a ideia de que você está escolhendo, o que me parece tão sem sentido! Explico: Escolher, por exemplo, um carro entre as cores metálicas (em geral prata), branco, preto ou vermelho? Isso é escolher? Experimente fazer o exercício de olhar um congestionamento qualquer e verá sempre os mesmos carros (uma ou outra alteração aqui e ali; às vezes uma lanterna, outras uma frente mais ou menos arredondada, mas é só), um amálgama, sempre das mesmas monótonas cores primárias trafegando comprimidamente entre seus 5 lugares. Mesmo por dentro tudo é disposto sempre da mesma forma e maneira. Motores isso ou aquilo, para quê? Se todos conseguem desenvolver apenas aqueles míseros 20 km/hr nas ruas e avenidas de trânsitos congestionados das grandes cidades? Observe o mais novo celular que você puder encontrar. Temos os mesmos botões e posiç...

Dia de Festa: O “Pensados a Tinta” está fazendo seu 2º Aniversário

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Por: Eliana Rezende E as páginas do calendário caíram e de novo estamos começando um novo ano e o “Pensados a Tinta” completando seu 2º aniversário. Passou depressa e depois de ter dados seus primeiros passos, hoje está integrado à minha vida e talvez à vida de tantos leitores. Chegamos a 12 de Janeiro de 2016 com mais de 85.500 leitores: interlocutores que estimulam minhas inquietações e vontades. Que prazer poder ter tintas suficientes para trocar ideias, pensamentos, reflexões! A todos os que me acompanham, dou aqui meu muito obrigad@. Sem vocês seria muito difícil ter inspiração, motivação e vontade para a escrita. O Pensados a Tinta vem sendo uma forma deliciosa de expressão e comunicação com a qual aprendi a me relacionar e brincar com palavras e arquiteturas de ideias. Após escrito, cada post emancipa-se de suas tintas e ganha vida e autonomia. Deixa de me pertencer. Ganha sentidos diversos de acordo como cada leitor encadeia sua leitura e seus pensamentos....

Ceda Lugar ao Novo!

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 Por: Eliana Rezende Em uma sociedade onde consumir é a regra, ter e ostentar seja o natural, parece estranho falar em ceder espaço. Proponho substituir a tão batida palavra desapego, por ceder espaço. A palavra desapego teria um significado muito interessante, mas de tão usada e repetida parou de ter o sentido que se esperaria dela. Como tantas outras palavras, perdeu valor por ser moeda fácil e de quase nenhuma aplicação. Ceder espaço, neste sentido, dá ao desapego o sentido mais essencial de seu significado original. Ao falar em ceder espaço, parto de uma constatação muito simples: as pessoas em geral distraem-se muito com o ter e esquecem-se do ser. E explico porque considero o ter uma tremenda perda de energias: " O que temos não podemos levar a todas às partes, já o que somos vai conosco pela vida, pelo tempo e espaço. Por isso sempre é bom arranjar meios para simplesmente ser ".  (Eliana Rezende) Os entulhos espirituais, emocionais ou materiais ...

Natal sem trenó: o Eduardo Cunha manobrou!

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Por: Eliana Rezende Deu em todos os noticiários* e na Lapônia estão todos muito preocupados. Afinal, após séculos o Papai Noel não poderá distribuir presentes no Natal? Eduardo Cunha buscando aumentar sua influência e com o apoio de muitas lideranças vem realizando seguidas manobras contra o que considera um perigo comunista. Desta vez, conseguiu realizar manobras e tirou de Papai Noel seu trenó. Teve como ajuda a participação de um tal juiz, que acusa Papai Noel de usar recursos recebidos de partidos vermelhos para fabricar brinquedos e depois distribuir. Isso segundo sua linha de investigação é Comunismo! Só mesmo com prisão preventiva. Foram também afastadas de suas funções, e de novo por manobras de Cunha e suspeitas do tal Juiz as renas. Trazem indícios fortíssimos de serviço prestado às esquerdas, já que até nariz vermelho possuem! E de quebra as roupas de Papai Noel também foram confiscadas. Como um homem pode andar por aí todo vestido de vermelho?! Comunista e bar...

Geração digital não sabe pesquisar? - Parte II

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Por: Eliana Rezende Em outro post iniciei uma reflexão sobre as dificuldades que jovens, e mesmo adultos, tem tido para realizar suas pesquisas. Em muitos casos esta dificuldade se dá pelo excesso de informação acessível, e em outros se dá pelo simples fato de que há uma preguiça e acomodamento intelectual em relação ao que se pesquisa. Toda pesquisa é uma tentativa de encontrar uma resposta a um questionamento. Concluo que, em boa parte das vezes alguns não sabem o que perguntar. Não saber a pergunta adequada inviabiliza à partida o princípio do que quer que seja. Por outro lado, o questionamento que leva à uma reflexão precisa ser crítico. Esta crítica que move questionamentos deve ser construtiva e problematizada. Boas perguntas com certeza gerarão problematização e maior verticalidade no que se aborda. É importante ter claro que, até quando se pergunta, é preciso ter profundidade. Saber ir no ponto mais fulcral. Reforço que a qualidade das respostas depende exclus...